

CONTATO
A arquibancada é um lugar de diálogo.
O Movimento Coralinas é um coletivo político que atua na defesa dos direitos de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no futebol. Se você representa uma organização, torcida, instituição pública ou iniciativa privada, escreva para a gente.
Diretoria do Movimento Coralinas
Gestão coletiva a serviço do movimento.
O Núcleo Diretor do Movimento Coralinas é responsável pela coordenação administrativa, política e institucional do coletivo. A atuação se dá de forma horizontal, compartilhada, orientada pelo diálogo, pela transparência e pelo compromisso com os princípios do movimento, respeitando trajetória, diversidade interna e construção coletiva.

Heloisa Nerys
Médica Veterinária formada pelo PROUNI, promotora de eventos e estudante de Libras. Possui formação no curso de Atuação de Mulheres Gestoras no Esporte, pela UFPR, e é Embaixadora da Juventude pela Paz nos Estádios, pela ONU/UNODC. Também é mediadora da comunicação com outras torcidas e coletivos de diferentes clubes, fortalecendo redes de convivência, respeito e construção coletiva no futebol. Mãe de Raí, vive o futebol como herança afetiva, sendo para o filho e para a família uma referência de luta e pertencimento.
“A arquibancada me escolheu antes mesmo de eu saber quem eu era. Nas Coralinas, encontrei propósito.”

Juliana Alcântara
Administradora formada pela UniFBV e estudante de Ciências Contábeis. Integra o movimento Coralinas desde 2019, atuando de forma ativa nas demandas operacionais e na construção coletiva das ações do grupo. Participou, junto ao Coralinas, de iniciativas solidárias durante a pandemia, com arrecadações e doações voltadas a crianças, reafirmando o compromisso do movimento com a responsabilidade social e o cuidado comunitário. Torcedora do Santa Cruz por herança afetiva, recebeu do pai o amor pelo clube e cresceu vivendo, nos domingos em família, a paixão tricolor desde a infância. Vive o futebol como espaço de memória, pertencimento, resistência e luta feminina.
“O Santa Cruz sempre foi casa. Com as Coralinas, ele virou também trincheira, afeto e construção coletiva.”

Luiza Lira
É vídeomaker e produtora audiovisual, além de arteterapeuta. Vive o Santa Cruz desde os 4 anos de idade e conheceu o Movimento Coralinas em 2017. Esse encontro uniu duas vertentes de sua vida que até então trilhavam caminhos paralelos: futebol e feminismo. É formada pelo curso Caleidoscópio: “Porque fazer comunicação popular feminista?”, do SOS Corpo. enxerga o estádio como um lugar de pertencimento para todas as mulheres que ali desejem estar e entende que sua presença por si só já é potência. Por isso mesmo esteve presente na arquibancada durante suas duas gestações e hoje segue levando suas crias - repassando e ensinando tudo que aprendeu e aprende diariamente sendo parte do Coralinas.
"O futebol e a arquibancada é para todos e todas."

Maiara Melo
É formada em Jornalismo (Unicap), mestra em Educação (UFPE), graduanda em Letras Português–Espanhol (UFRPE) e pós-graduanda em Design de Conteúdo (César School). Desenvolveu a pesquisa “O ‘V’ é de ‘viado’… e o ‘M’ é de ‘mulher’: cartografias de corpos, gêneros e sexualidades na cultura torcedora da arquibancada do futebol”, na qual analisa as arquibancadas como territórios políticos, investigando as dinâmicas de poder, pertencimento e exclusão que atravessam a experiência de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no futebol. É liderança do Coralinas desde o ano da fundação, em 2016. Também é mãe de Bento e Pilar, que já herdaram a paixão pelo Santa Cruz e estão presentes em suas arquibancadas.
“Foi na arquibancada que nos aliançamos para contrapor as normas que decidem quem pode pertencer.”

Maíra Valença
Formada em Licenciatura em Educação Física (ESEF/UPE), é pós-graduada em Treinamento Desportivo e também em Esportes e Atividades Aquáticas. Especialista em Natação Infantil e para bebês, empreendedora na área há 10 anos à frente do Clube Motriz Natação Infantil. Apaixonada por esportes desde a infância, tendo como grande paixão o futebol. A herança Santacruzense vem de família paterna, iniciada pelo avô. Desde os 10 anos, frequenta estádios de futebol, sempre a partir de referências masculinas. Em 2019, conheceu o Movimento Coralinas, e toda a vivência de arquibancada, como mulher, passou a fazer sentido. Na coordenação do Coralinas desde 2020, está à frente das funções operacionais.
“Na arquibancada e na vida, o futebol também é território de luta. Fazer parte do Coralinas é pertencimento, a luta feminista se torna o centro do jogo e mostra que lugar de mulher é onde ela quiser.”

Marianna Prímola
Formada em Licenciatura em Educação Fisica (UPE), é pós-graduada na especialidade de Dança Educacional e Artes Cênicas, bailarina clássica por formação, servidora pública da rede estadual de Pernambuco como professora de Educação Física. Torce pelo Santa Cruz desde a infância, quando conheceu o Arruda aos 6 anos de idade, preservou amor e admiração ao Clube e o acompanha com seu pai como é desde o princípio. Em 2019, conheceu o Coralinas e, por seu objetivo dentro e fora das arquibancadas, começou a fazer parte do Movimento, atuando não só nas práticas realizadas, mas levando os ideais para o chão da escola.
“Estar nas arquibancadas sendo mulher, por si só já é um ato de resistência. O Coralinas trouxe força, inspiração e caminho para luta.”

Meyre Fernandes
Nascida e criada em Santo Amaro, comunidade do Recife, carrega a percussão como base da disciplina e visão de mundo. Integra grupos de samba e, também, atua no setor logístico, atualmente como faturista. Aplica o rigor e a atenção aos detalhes necessários para garantir a fluidez dos processos fiscais e financeiros no Coralinas. Tricolor presente nas arquibancadas desde pequena, deixou de ir aos jogos após ter perdido a figura mais importante que a levava ao Mundão do Arruda, o pai Edmilson. Após 3 anos, conheceu o Coralinas e, desde 2017, perdeu o medo, a insegurança e segue firme, construindo, ocupando e fortalecendo o grupo para que outras mulheres encontrem no coletivo o mesmo que ela encontrou.
"O Movimento Coralinas constrói uma fortaleza para as mulheres de forma grandiosa."

Priscila Azevedo
Enfermeira obstetra (UFPE) e pós-graduada pela SESAU. É servidora pública da Prefeitura do Recife, com atuação no SUS, dedicada à promoção do parto humanizado e da assistência ao parto baseada em evidências, com foco na autonomia das mulheres e na garantia de seus direitos reprodutivos. Santacruzense desde o berço, carrega uma relação afetiva e política com o clube, influenciada pelo avô William Ribeiro, que atuou como atleta, diretor e, atualmente, guardião da Sala de Memória. Integra o Coralinas desde 2017, exercendo papel de liderança na construção e no fortalecimento das ações e projetos, articulando feminismo, futebol e ocupação dos espaços historicamente negados às mulheres.
“Futebol também é território feminista: ocupar as arquibancadas é fazer política.”

Sheila Samico
Formada em Ciências Econômicas (UFPE), com pós-graduação em Gestão de Projetos e Transformação Digital (UNICAP). Conselheira efetiva do Santa Cruz Futebol Clube no triênio 2024–2026 e militante da Marcha Mundial das Mulheres, movimento feminista antissistêmico e internacionalista. Participou ativamente de parcerias entre a MMM e Coralinas, até que também passou a formar o coletivo de arquibancada, em 2023. A paixão pelo Santa Cruz nasceu através da avó — a única tricolor da família, e também a torcedora mais apaixonada pela camisa que já conheceu.
“Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres.”