

CONTATO
A arquibancada é um lugar de diálogo.
O Movimento Coralinas é um coletivo político que atua na defesa dos direitos de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no futebol. Se você representa uma organização, torcida, instituição pública ou iniciativa privada, escreva para a gente.
Diretoria do Movimento Coralinas
Gestão coletiva a serviço do movimento.
O Núcleo Diretor do Movimento Coralinas é responsável pela coordenação administrativa, política e institucional do coletivo. A atuação se dá de forma horizontal, compartilhada, orientada pelo diálogo, pela transparência e pelo compromisso com os princípios do movimento, respeitando trajetória, diversidade interna e construção coletiva.

Heloisa Nerys
Médica Veterinária formada pelo PROUNI, promotora de eventos e estudante de Libras. Possui formação no curso de Atuação de Mulheres Gestoras no Esporte, pela UFPR, e é Embaixadora da Juventude pela Paz nos Estádios, pela ONU/UNODC. Também é mediadora da comunicação com outras torcidas e coletivos de diferentes clubes, fortalecendo redes de convivência, respeito e construção coletiva no futebol. Mãe de Raí, vive o futebol como herança afetiva, sendo para o filho e para a família uma referência de luta e pertencimento.
“A arquibancada me escolheu antes mesmo de eu saber quem eu era. Nas Coralinas, encontrei propósito.”

Janne Freitas
Psicóloga, professora da UPE e militante feminista antirracistas. Atualmente está vinculada à Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Coordena dois Programas de Residências Multiprofissionais: um em Saúde Mental (RMSM) e outro Integrada em Saúde da Família (RMISF). Atua, principalmente, nas áreas de saúde e educação públicas, saúde mental e saúde coletiva, com ênfase nos estudos sobre gênero, interseccionalidades, saúde da mulher, atenção primária à saúde, psicologia e SUS. É militante do Movimento Brasil Popular (MBP), do Núcleo Feminista Soledad Barret e da Frente pela Legalização e Descriminalização do Aborto em PE. Por identificação com um de seus irmãos, se entendeu torcedora do Santa Cruz desde a infância.
"Ser Coralina é representação, pertencimento e reconhecimento da força coletiva das mulheres nas arquibancadas. Juntas sempre somos mais fortes!"

Juliana Alcântara
Administradora formada pela UniFBV e estudante de Ciências Contábeis. Integra o movimento Coralinas desde 2019, atuando de forma ativa nas demandas operacionais e na construção coletiva das ações do grupo. Participou, junto ao Coralinas, de iniciativas solidárias durante a pandemia, com arrecadações e doações voltadas a crianças, reafirmando o compromisso do movimento com a responsabilidade social e o cuidado comunitário. Torcedora do Santa Cruz por herança afetiva, recebeu do pai o amor pelo clube e cresceu vivendo, nos domingos em família, a paixão tricolor desde a infância. Vive o futebol como espaço de memória, pertencimento, resistência e luta feminina.
“O Santa Cruz sempre foi casa. Com as Coralinas, ele virou também trincheira, afeto e construção coletiva.”

Luiza Lira
É vídeomaker e produtora audiovisual, além de arteterapeuta. Vive o Santa Cruz desde os 4 anos de idade e conheceu o Movimento Coralinas em 2017. Esse encontro uniu duas vertentes de sua vida que até então trilhavam caminhos paralelos: futebol e feminismo. É formada pelo curso Caleidoscópio: “Porque fazer comunicação popular feminista?”, do SOS Corpo. enxerga o estádio como um lugar de pertencimento para todas as mulheres que ali desejem estar e entende que sua presença por si só já é potência. Por isso mesmo esteve presente na arquibancada durante suas duas gestações e hoje segue levando suas crias - repassando e ensinando tudo que aprendeu e aprende diariamente sendo parte do Coralinas.
"O futebol e a arquibancada é para todos e todas."

Maiara Melo
É formada em Jornalismo (Unicap), mestra em Educação (UFPE), graduanda em Letras Português–Espanhol (UFRPE) e pós-graduanda em Design de Conteúdo (César School). Desenvolveu a pesquisa “O ‘V’ é de ‘viado’… e o ‘M’ é de ‘mulher’: cartografias de corpos, gêneros e sexualidades na cultura torcedora da arquibancada do futebol”, na qual analisa as arquibancadas como territórios políticos, investigando as dinâmicas de poder, pertencimento e exclusão que atravessam a experiência de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no futebol. É liderança do Coralinas desde o ano da fundação, em 2016. Também é mãe de Bento e Pilar, que já herdaram a paixão pelo Santa Cruz e estão presentes em suas arquibancadas.
“Foi na arquibancada que nos aliançamos para contrapor as normas que decidem quem pode pertencer.”

Maíra Valença
Formada em Licenciatura em Educação Física (ESEF/UPE), é pós-graduada em Treinamento Desportivo e também em Esportes e Atividades Aquáticas. Especialista em Natação Infantil e para bebês, empreendedora na área há 10 anos à frente do Clube Motriz Natação Infantil. Apaixonada por esportes desde a infância, tendo como grande paixão o futebol. A herança Santacruzense vem de família paterna, iniciada pelo avô. Desde os 10 anos, frequenta estádios de futebol, sempre a partir de referências masculinas. Em 2019, conheceu o Movimento Coralinas, e toda a vivência de arquibancada, como mulher, passou a fazer sentido. Na coordenação do Coralinas desde 2020, está à frente das funções operacionais.
“Na arquibancada e na vida, o futebol também é território de luta. Fazer parte do Coralinas é pertencimento, a luta feminista se torna o centro do jogo e mostra que lugar de mulher é onde ela quiser.”

Marianna Prímola
Formada em Licenciatura em Educação Fisica (UPE), é pós-graduada na especialidade de Dança Educacional e Artes Cênicas, bailarina clássica por formação, servidora pública da rede estadual de Pernambuco como professora de Educação Física. Torce pelo Santa Cruz desde a infância, quando conheceu o Arruda aos 6 anos de idade, preservou amor e admiração ao Clube e o acompanha com seu pai como é desde o princípio. Em 2019, conheceu o Coralinas e, por seu objetivo dentro e fora das arquibancadas, começou a fazer parte do Movimento, atuando não só nas práticas realizadas, mas levando os ideais para o chão da escola.
“Estar nas arquibancadas sendo mulher, por si só já é um ato de resistência. O Coralinas trouxe força, inspiração e caminho para luta.”

Meyre Fernandes
Nascida e criada em Santo Amaro, comunidade do Recife, carrega a percussão como base da disciplina e visão de mundo. Integra grupos de samba e, também, atua no setor logístico, atualmente como faturista. Aplica o rigor e a atenção aos detalhes necessários para garantir a fluidez dos processos fiscais e financeiros no Coralinas. Tricolor presente nas arquibancadas desde pequena, deixou de ir aos jogos após ter perdido a figura mais importante que a levava ao Mundão do Arruda, o pai Edmilson. Após 3 anos, conheceu o Coralinas e, desde 2017, perdeu o medo, a insegurança e segue firme, construindo, ocupando e fortalecendo o grupo para que outras mulheres encontrem no coletivo o mesmo que ela encontrou.
"O Movimento Coralinas constrói uma fortaleza para as mulheres de forma grandiosa."

Polyane Bento
Cientista Social pela UFPE, atua como Educadora Social na Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome (Prefeitura do Recife). Natural de Garanhuns, cresceu sem contato com a arquibancada e afetada pela concentração de transmissões televisivas do eixo Sul-Sudeste no interior do estado. Assim, cultivou seu amor pelo Santa Cruz através do rádio e das carreatas populares em sua cidade. Na vida adulta mudou-se para Recife e conseguiu começar a frequentar as arquibancadas e viver o futebol graças ao Movimento Coralinas.,
“Através do futebol eu me sinto pertencente a um movimento vivo e popular”

Priscila Azevedo
Enfermeira obstetra (UFPE) e pós-graduada pela SESAU. É servidora pública da Prefeitura do Recife, com atuação no SUS, dedicada à promoção do parto humanizado e da assistência ao parto baseada em evidências, com foco na autonomia das mulheres e na garantia de seus direitos reprodutivos. Santacruzense desde o berço, carrega uma relação afetiva e política com o clube, influenciada pelo avô William Ribeiro, que atuou como atleta, diretor e, atualmente, guardião da Sala de Memória. Integra o Coralinas desde 2017, exercendo papel de liderança na construção e no fortalecimento das ações e projetos, articulando feminismo, futebol e ocupação dos espaços historicamente negados às mulheres.
“Futebol também é território feminista: ocupar as arquibancadas é fazer política.”

Sheila Samico
Formada em Ciências Econômicas (UFPE), com pós-graduação em Gestão de Projetos e Transformação Digital (UNICAP). Conselheira efetiva do Santa Cruz Futebol Clube no triênio 2024–2026 e militante da Marcha Mundial das Mulheres, movimento feminista antissistêmico e internacionalista. Participou ativamente de parcerias entre a MMM e Coralinas, até que também passou a formar o coletivo de arquibancada, em 2023. A paixão pelo Santa Cruz nasceu através da avó — a única tricolor da família, e também a torcedora mais apaixonada pela camisa que já conheceu.
“Seguiremos em marcha, até que todas sejamos livres.”