
Formação Coralinas
A Formação Coralinas reúne um conjunto de ações permanentes voltadas ao fortalecimento político, crítico e organizativo das mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ que constroem o Movimento Coralinas. A iniciativa parte do entendimento de que a arquibancada é também um espaço de educação não formal, onde discursos, valores e práticas são produzidos, reproduzidos e disputados.
De forma recorrente, o Coralinas promove conversas, debates e oficinas formativas com suas componentes, abordando temas como feminismo, racismo, racismo religioso, combate à misoginia e à LGBTfobia, além das relações entre raça, gênero e classe e dos impactos do neoliberalismo na cultura das arquibancadas e do futebol. Essas formações buscam qualificar o debate interno, fortalecer a atuação coletiva e ampliar a capacidade de leitura crítica sobre o contexto social e político que atravessa o futebol.
Além da formação interna, o Movimento Coralinas também realiza palestras, rodas de conversa e atividades educativas em escolas, universidades e outros espaços que abrem as portas para o coletivo dialogar sobre gênero, direitos humanos e futebol, ampliando o alcance do debate para além da arquibancada. Nessas atividades, os debates abrangem todo o universo do futebol, não apenas os atrelados à cultura torcedora do Santa Cruz.
O Coralinas também investe e incentiva a formação individual de suas componentes, reconhecendo a importância do acesso a processos educativos formais e institucionais. Entre as experiências já realizadas, destacam-se a participação de lideranças no curso de Formação de Mulheres Gestoras no Esporte (UFPR), e no programa Embaixadores da Juventude pela Paz nos Estádios, promovido pela ONU/UNODC. Integrantes do movimento também desenvolveram pesquisas acadêmicas, como mestrado em Educação pela UFPE, tendo o próprio Movimento Coralinas como objeto de estudo.
Essas experiências reforçam o compromisso do Coralinas com a formação contínua, a produção de conhecimento situado e o aprimoramento das práticas políticas do coletivo. A iniciativa reafirma que formar, educar e compartilhar saberes é parte central da luta por uma arquibancada mais consciente, plural e comprometida com os direitos humanos.
